Larissa. . .
Ocupação: Graduanda em Letras na UFALEu Visito. . .
Icarow
Ontem. . .
Layout por:
[Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006]
Já Não Havia
-Ah, E não esqueça daquele dia em Paris. . .
-Qual?
-Aquele que nós vimos a Angelina Jolie!
-Ah, claro! Em Paris, estávamos passeando e encontramos. . .
Já eram mais de onze da noite e desde as seis que Sophia e Lana contavam sobre suas férias na Europa para os seus amigos. Todos estavam bem cansados e o barulho vindo da mesa ao lado já estava começando a irritar. Rick, que já não aguentava mais ouvir as duas amigas falarem da viagem, sugeriu que Sophia adiasse sua narrativa.
-Mas essa história é muito boa, protelou Sophia.
-Pode até ser, mas eu estou cansado e quero dormir. Outro dia você me conta.
-Tá bom, seu chato. . .
Ele se levantou e saiu do bar deixando Hugo com as duas moças tagarelas. Andava pelas ruas sem um destino específico. Arrastava as pernas como se houvessem grilhões atados aos seus pés e trazia as mãos enterradas nos bolsos do seu sobretudo. Fazia frio e a brisa de outono fazia a temperatura cair mais ainda. Mastigava a língua freneticamente como a um pedaço de carne mal passada. Não era tarde e não se sentia fadigado mas não aguentava mais toda aquela conversa trivial.
Vagou pelas ruas por alguns quartos de hora até que chegou a uma praça e se sentou. Nada havia lá; nem pombos, nem pessoas, nem corujas ou insetos - talvez estivesse frio demais para algo vivo estar ao relento. Ali, sentado naquele ambiente bucólico, Rick desabafava todas as mágoas de seu eu decrepto. Sentia-se amargurado e triste. Guiado pelo instindo mais do que a vontade, acendeu um cigarro e pôs-se a pensar sobre os tempos em que nada o abalava (nem mesmo as conversas chatas de amigas bonitas).
Levantou-se e foi até a loja de conveniências mais próxima e comprou uma garrafa de conhaque. "Há tempos que não bebo", pensou. Na verdade haviam dois ou três dias mas há muito que perdera a noção do tempo; já não fazia diferença.
"Sophia estpa mais magra. também não era pra menos: quase não come. Era mais bonita naquele tempo. Engraçado como as mulheres sempre reclamam se você não diz que elas emagreceram, aí ela emagrece e fica feia. Você não diz nada e lá vem reclamação. . . É. . . Sem dúvida Sophia era mais bonita antes; no tempo em que nada dessas idiotices de 'fui a um desfile em Milão I-NES-QUE-CÍ-VEL' faziam diferença. Humpf. Depois que Lana a converteu para a igreja-das-sem-pensamento-próprio eu já não faço mais questão da sua companhia." E pontuava esta frase silenciosa com um longo e seco gole de conhaque.
Dizia a verdade: Sophia havia mudado. Já não era mais tão graciosa e as marcas dos tempos bem vividos já decoravam sua face. Suas vidas haviam se cruzado de uma forma estranha e deste mesmo modo Sophia e Rick se afastaram. Já não tinham mais o que conversar ou mesmo vontade verdadeira de estarem perto um do outro. Suportavam-se por pertencerem ao mesmo círculo social e nada mais.
"É uma pena. Costumava ser minha mulher preferida." Lamentava Rick sinceramente triste. "Era linda, inteligente, simpática e confiável. De repente mudou da água pro vinho." E selou este outro pensamento com mais um gole.
"Não me lembro ao certo quando deixei de amá-la mas lembro exatamente quando deixei de querê-la em minha cama." Dizendo isso para si mesmo, Rick assumiu um ar sério, amargo, quase que culpado. Começou a lembrar do dia em que deixou Sophia e seguiu o seu caminho. Haviam tentado se deixar várias vezes porém nunca funcionava de fato: sempre um dos dois cedia. O que Rick dizia era uma mentira: nunca deixara de amar ou querer Sophia, mas para o seu próprio bem fingia para todos e para si mesmo que já não se importava com as cores de Sophia. Se magoava cada vez que ela falava de um outro qualquer que não fosse ele. Agredia-a mentalmente e desejava morder-lhe a língua até que o sangue jorrasse só para que não voltasse a falar de mais ninguém.
"Que pernas tinha Sophia! E que olhar! Sempre misteriosa por mais nua e transparente que posasse estar. Hoje olho suas pernas secas, seu colo artificial, suas faces magras e triste e sinto pena. Parece-me que a anorexia comeu-lhe as carnes e um pouco do cérebro também. Já não é mais eloqüente e não lê mais (Nada além de revistas e livros sem conteúdo). Uma pena: era perfeita. Se eu fosse o tipo casador, casaria com a Sophia de 4 ou mais anos atrás." Acendeu um cigarro e fitou uma coruja que pousara no galho de uma árvore perto dele. Sentiu o vento acariciar-lhe as faces e sentiu vontade de chorar. "Sinto falta dela", pensava ele. Ali, debaixo daquele banco que sentava, Rick havia, há 3 anos, enterrado todas as coisas pequenas que lhe lembravam Sophia (conchas do mar que pegaram numa viagem, a caneta que ela havia esquecido em seu apartamento, a escova de dentes que eles dividiam, um lacinho dela que ele carregava na carteira, ingressos de cinema, essas coisas). Sentiu vontade de rever todas aquelas pequenas coisas mas de súbito mudou de idéia. "Não, que coisa mais sem sentido. Ainda bem que me livrei de todas as nossas fotos também."
Sentia-se vazio e sólido ao mesmo tempo. Já não havia Rick em Sophia, pensava, estão por que haveria de ter Sophia em Rick?
A Garrafa chegava ao fime pouco a pouco Rick vivia mais intensamente seus momentos com Sophia. Recordava-se dos dias em que a amara, que odiara, que morrera, que matara e por mais que tentasse se recordar dos momentos ruins, não conseguia esquecer dos olhos grandes de Sophia. Aqueles olhos o assombravam, pesavam. Procurou alento em seu cigarro mas este já havia há muito queimado por completo e em sua mão havia apenas o filtro. Acendeu outro cigarro e amassou a carteira. Atirou-o no chão com raiva, "Devia ter comprado outra garrafa de conhaque. Agora a loja está fechada.".
Pensou em voltar para o bar onde estava e confessar para Sophia tudo o que sentira desde que haviam se deixado. Chegou a ligar para o celular dela mas desligou assim que lembrou que ela saberia que era ele no telefone. Tudo o que ele queria era ouvir sua voz rouca e acolhedora. Gritou com raiva e atirou a garrafa vazia no chão.
-Pra quê tudo isso?
Rick gelou. Reconheceu a voz imediatamente mas não tinha coragem de se virar; não queria. Tudo aquilo começou a parecer loucura e sua cabeça rodopiou fazendo com que se sentasse. Sophia o olhava séria. Há dez anos que conhecia Rick e pela situação já adivinhava que ele havia bebido. Se aproximou lentamente dele e sentou ao seu lado no banco.
-Quer um cigarro?
Rick fez que sim com a cabeça e pegou a carteira de cigarro das mãos dela.
Não conseguiam dizer nada um para o outro e depois de um longo período de silêncio Sophia enlaçou Rick em seus braços. Ele apertou Sophia forte e abafou suas lágrias em seus cabelos negros.
Já não havia mais distância. Não havia mais praça, nem banco, nem árvore nem coruja. Haviam os dois. Haviam suas memórias e pensamentos. Havia o silêncio. Havia a dor.
Larissa Cabús
08/02/06
por Larissa * 4:17 PM
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[Terça-feira, Janeiro 03, 2006]
Hmm. . .
pois é. Mais um ano termina e eu continuo na mesma: sem motivação, sem vontade de nada. Sabe quando você vive num eterno "estado de espera" por algo que você ainda não sabe o que é? Pois bem, é isso.
Feliz ano novo para todos. . . Na verdade, só para aqueles que eu gosto. . .
E por falar em gostar, vou voltar aos meus estudos: tenho que aprender a gostar deles. . .
por Larissa * 4:15 AM
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[Quarta-feira, Dezembro 14, 2005]
Ana Karênina é muito bom. . . sem mais por agora. . . Em breve escreverei algo sobre Natal. . .
por Larissa * 1:36 AM
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[Segunda-feira, Outubro 31, 2005]
Depois de uma longa sessão de Sex and the City resolvi voltar para o computador e por 1 instante parei e olhei para a minha lista de "online" do msn. Sabia que se eu começasse a conversar com alguém naquele minuto minha pobre inspiração (e pobre não no sentido de coitada, no sentido de fraca, pouca mesmo!) iria sair pela janela. Por que eu gosto tanto desta série? Por que ela me faz chorar? E o mais importante de tudo: por que eu me sinto tão estranha quando eu guardo meus dvds na estante de novo? Cada vez que eu assisto eu não consigo parar de pensar: será que eu tenho mesmo 19 anos? Às vezes me sinto mto velha para o meu corpo. . . Será que é esta a questão, ou será que as mulheres amadurecem mas os problemas com relacionamentos continuam os mesmos?
Hoje eu me senti sozinha. Por que? Bem, normalmente eu me sinto sozinha, mas, hoje foi especial: acordei sozinha. Nenhum barulho, nenhum movimento, nenhuma música alta, nenhum carro saindo ou irmãos gritando. Nada. Acordei e olhei para o meu semi-novo relógio de parede que fica na frente da minha cama, acima da janela; marcava 12:10. Levantei e fiz o que sempre faço todos os dias: vim para o computador olhar minahs mensagens (é engraçado: eu não tenho secretária eletrônica, tenho msn e orkut) antes mesmo de escovar os dentes ou beber um pouco de água. A garganta inflamada reclamava, mas, se ela não tinha reclamado ontem quando eu estava cantando para um monte de gente que eu nunca vi não ia reclamar agora. Primeira mensagem: como foi o show? Quando entrar pisque! Hmm, okey. Como algumas pessoas haviam premeditado, o show não foi bom. Na verdade foi terrível. Não sei porque eu ainda cantei algo mesmo com a garganta inflamada para pessoas que nem das músicas gostavam. Um show de hard core e o que é que uma banda cover de Alanis Morissette estava fazendo lá? A mesma coisa que a banda cover de Engenehiros do hawaii estava: fora de lugar. Eu nãos abia quais bandas iriam tocar mas nunca imaginei que seria tão. . . . diferente. A verdade é que eu não queria ir mas fui para ir de encontro com algo que eu ainda não encontrei (e se encontrei, não em avisaram). Valeu a pena? Ainda não sei. Mas as coisas que aconteceram hoje só me levam a crer que não.
Retomando. . .
Então a casa estava vazia. Ninguém fazia 1 barulho. Há tmepos que isso não acontecia e eu estranhei. Estranhei e chorei sozinha. Termineid e ver minhas mensagens e fui tomar um banho para ver se eu parava de chorar. . . mas. . . nada. Por que tanto desespero? Voltei para o meu quarto e me joguei na cama a espera de alguma coisa quando de repente me lembrei das chamadas não atendidas do meu celular. Um número estranho. Uma ligação estranha. Ao desligar (ou melhor, ao ser desligada) sentei na cama e comecei a pensar: será que está na hora de virar a página? Um amigo me disse: volte a ser quem você era; mas é difícil voltara ser quem eu era se eu mudei, se eu cresci e não sou mais quem eu era um ano atrás. Será que está na hora de abraçar a nova Larissa e esquecer todas as desculpas que eu invento para não fazer o mesmo? Será que é tão difícil aceitar que a página já foi virada e não adianta mais reler?
Isto em atormentou a tarde inteira, e quando eu menos espero, eu, maníaca do telefone, liguei. Liguei uma, duas, três vezes (acho que liguei uma quarta para ter certeza da minha tendência masoquista), e depois parei. Respirei fundo e lembrei que já eram 19:00hrs e eu aidna não havia fumado. Tossi e lembrei por quê. Resolvi então ligar uma quinta vez (pasmem, uma quinta vez!) e ainda bem que desisti no meio; isso foi um bom sinal. Desci e fui assisti Sex and the City. Chorei e me senti bem. Todo aquele lance de "operar a catarse" segundo Aristóteles deve ter agido e, de repente, não me senti tão mal. Liguei para uma amiga e marquei de fazer algo amanha pela tarde, e Terça com outra amiga, e Quarta quem sabe; o importante é que desta vez eu não vou virar a página como eu fazia antes.
Hoje me olhei no espelho e vi que estou largada; por isso que eu não queria tirar fotos. Lógico que eu não vou mudar da noite pro dia como se nada tivesse acontecido, mas, tentarei fazer algumas mudanças. . . Tentarei. O que acontece se eu não conseguir? Não sei, não quero pensar assim.
por Larissa * 2:16 AM
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[Terça-feira, Outubro 18, 2005]
Lost Little Girl. . .
3 meses que eu não olho pro meu blog.
Quase 4 meses que eu vivo por viver.
Levando a vida ao sabor do acaso. . . . Flutuando na fumaça de cada cigarro aceso de cada noite apagada entre cômodos e incômodos de cada lugar que eu passo, passo a passo vagando em minhas músicas e realidades oníricas. Fica difícil distingüir realidade de sonho quando quase não se dorme; e quando dorme dorme-se mal. A fumaça do meu cigarro levou também minha vaidade, minha vontade de sempre estar linda. Linda. Começo agora a pensar: será que algum dia eu fui isso? Há!!! Prefiro me distrair com um livro, estudar, olhar pro teto do que me vestir pra sair. Saio do jeito que estiver. Lembro de um dia que quase saí de pijama. . . Lógico que ainda não cruzei esta barreira que divide o ridículo do taciturnismo. =)
%%%Janis Joplin - Piece Of My Heart
Never, never, never, never, never hear me when I cry. . . And baby I cry all the time
Quero fazer uma tatuagem nova e ainda não me decidi por falta de saco. Acreditem. . . estou sem vontade de nada. Se me vêem na rua é porque meu quarto está enclausurante e eu não tenho outra escolha (ou talvez porque. . . deixa pra lá.).
Estou tentando escrever um conto. Tentei escrever mais. . . mas, nunca gosto do que escrevo, então fica dificil; termino apagando tudo o que escrevo, ou então rasgando. . . esquecendo. . . Sinto falta às vezes das minhas paredes caóticas (hoje as paredes são tranquilas e o caos ficous encravado).
%%%Janis Joplin - To Love Somebody
Oh Honey You Don't Know what it's like to love somebody
Estou ficando careca. . . O estresse está levando meu cabelo. Estresse de quê, vocês poderiam perguntar, já que eu estou tão blasé? Estresse de ter tudo e não ter nada. Mas eu estou ficando otimista. . . tudo vai mudar, certo? Não é isso que estpa ecsrito em todos os outdoors e talk shows? Então pronto: que venha o final feliz. Vou ficar aqui, Rapunzel, sem cortar os cabelos como prometi, na minha torre de 1o andar, esperando o Príncipe do Infinito me salvar. Enquanto ele não vem. . . tem muitos livros aqui e acolá me esperando (e muitas garrafas também, diga-se de passagem =X )
%%%Queens Of The Stone Age - Go With The Flow
E já que o assunto é "SIM" ou "NÃO" e me perguntam tanto sobre esta droga de referendo. . . Eu vou votar NÃO. Por que? "Ah, armas de fogo matam". Tá, facas também; e agora vamos comer com talher descartável e não trataremos mais peixes ou carnes por isso? Não venderemos mais venenos de rato ou drogas porque as pessoas morrem? Pessoas morrem atravessando a rua, e ai, vamos parar de fabricar carros? Digo "NÃO" até agora. . . vai que na hora eu estou puta da vida e anulo o voto? Então pronto. . . até agora é NÃO, e fim de papo. Não adianta tentar me dissuadir.
. If I Would Could You??
por Larissa * 5:28 PM
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[Sexta-feira, Julho 15, 2005]
Slow Like Honey. . .
É. . . faz um tempo que eu não tenho tido muito o que falar além do óbvio (óbvio este que todos os meus amigos já enjoaram de ouvir). Ainda não sei ao certo o que vou escrever aqui, mas, resolvi que estava na hora de falar algo pro mundo. Sei lá, vocês sabem?
Uma pessoas me disse que eu sou uma ave de rapina.
Outra me disse que eu sou um sonho.
Não sou nenhum dos dois: sou uma borboleta que passa dias e dias como lagarta pra ficar bonita por um dia, e quem sabe trazer um sorriso pra alguém. . .
%%%Lifehouse - Storm
I know you didn¿t bring me out here to drown, So why am I ten feet under and upside down
Musiquinha triste pruma noite triste. Estou com muito frio. As janelas estão abertas e eu estou quase morrendo aqui. Por que eu não levanto e fecho tudo? Preguiça, sono, ou talvez eu esteja hipnotizada pelo cheiro das violetas. . . Ahhhhhhhhhh isso me lembra!
%%%Alice in Chain - Would
Ontem, quando eu comecei a perambular sozinha e magoada, descobri que ainda sou capaz de gostar das coisas. Assim, eu estava com muita raiva porque me perguntavam qual era minha cor favorita, qual sorvete eu gostava mais, qual bebiba eu gostava mais e eu nunca sabia dizer. . .. "qualquer uma" era a resposta mais frequente. Ontem, eu descobri que eu adoro o cheiro de violetas e que as orquídeas ainda me deixam felizes. Que eu gosto muito de vermelho, mas, que lilás é a cor que eu mais gosto ultimamente. Que azul me deixa triste, e que tristeza é necessária preu não esquecer. Que eu gosto de mim e das coisas que eu faço sozinha, mesmo que em meio a lágrimas e mágoas, eu gosto de mim. Aprendi que eu sou muito naive mas que com o tempo eud eixo de ser, e quem sabe na próxima vez que eu tropeçar e achar que vou cair eu encontre um galho pra segurar e não o fundo do poço. Se eu ainda estou no fundo do poço? Não, estou subindo. Sei que ainda falta muito pra atingir o topo, mas, no fundo eu não estou mais (só espero não me segurar em alguma pedra que esteja em falso, e cair de novo).
Mal consigo esperar pra poder voltar a escrever com aquele je ne sais quoi que eu carrego em meus movimentos.
--->A pior parte do fim é o eco.
por Larissa * 12:20 AM
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[Segunda-feira, Junho 20, 2005]
Quanto Vale a Vida, Perto do Fim da 2a Garrafa Sozinha?
Passei uns 30 mins olhando pra esta página em branco, pensando no que escrever.
Será que até minhas palavras você levou?
Não foi justo, mas, defina justo, anyway. Não precisava pedir desculpas para mim, eu que peço.
Acho que agora, só agora, eu entendo o que é escrever pela falta; acredita que eu estava "preparada?" huHUAhuAHUHuahuaHUA Escrevi até um texto praqui pro blog.
Não devia ter feito as coisas que eu fiz, e eu não sei se farei de novo.
Estou me sentindo mal. Muito mal.
Vazio de fome, vazio de você.
Se você soubesse como é triste acordar e chorar.
Não me lembrod e boa parte, mas, me lembro que eu fiz besteira, a que eu me prometi não fazer, e por isso te peço desculpas; por nada mais.
---> escrevi isso no sábado. lembro o que escrevi e não vou reler pra não chorar de novo.
---> hoje entrevista com a prof Izabel.
---> Hoje 7 meses de namoro, se ele existisse. *aqui é a parte em que eu deixo vocês porque estou chorando demais.*
E ainda assim, ainda assim, eu olho para os lados
Qual a pior parte do fim? Será devolver tudo que fica jogado pela casa ao longo do tempo juntos? Olhar nos olhos dele/a e ter a certeza de que ele/a não vai te abraçar e te beijar? Ver que ele/a está com outra? Ir dormir e sentir o cheiro dele/a nos lençóis?
Acho que uma mistura de tudo isso: guardar as fotos, dizer a todo mundo que pergunta por ele/a que vocês não estão mais juntos, olhar pra parede e lembrar que ele/a já se encostou ali e fumou um cigarro, ter que dizer "até mais ver. . ." quando se queria ficar muito mais, saber que você está morrendo em casa e não saber se ele/a está també, etc. O fim nunca é mjuito bem vindo. O ser humano (por ser uma vítima de hollywood) não aceita muito bem o fim das coisas: a morte, o fim de um namoro, ser despedido, etc. Somos acostumados à visão de "e viveram felizes para sempre" desde crianças e fica difícil fugir do estigma (que é deveras pesado) de cinderela, de branca de neve, de - no meu caso - bela adormecida.
Li esta semana para a prova de Teoria Da Literatura um texto do Umberto Eco (autor de "O Nome Da Rosa") e nesse texto, ele falava que "a literatura nos ensina, acima de tudo, a morrer.". Achei lindo, e senti que deveria ler mais, e ver menos TV. Quando o Werther morrer, eu me senti mal, mas, soube lidar com a perda. Quando a Jen (Dawson's Creek) morreu, eu quase tive um ataque do coração. Idiota, né?
Lidar com a perda, com a falta. O Escritor escreve porque sente falta de algo, sentir incomodar a não-presença de algo em nosso dia-a-dia. Quando você carrega um certo livro na sua mochila, "o Ser e o Nada" de Sartre (780 pags), por 30 dias e depois o devolve para a biblioteca, aí você vai colocar a mochila de volta nas costas e sente falta do peso. Falta ALGO. E por mais leve que você sinta, você se sente estranho. Você sabe que carrega dentro de si o conheciemnto que aquele livro te ofereceu, mas, aquele livro não pertence a você, não é seu. Aquele livro deve ir pra casa de outra pessoa em um espaço de tempo não tão longo. E você vai sentir falta do livro, poderá querer consultar alguma coisa, quem sabe ligar praquele livro pra perguntar se ele está bem, se precisa de algo. Ou pra dizer que passou na rua e viu aquele CD que ele gostava. . .. Ops.
Enfim, o peso, por maior que seja, faz falta.
E a dor nas costas fica por um tempão. ..
A perda nos inspira, e se soubermos catalizá-la, ela pode virar um bom livro, um poema bonito, uma música agradável, que provavelmente servirá pra alguém que não soube catalizar tão bem quando você. Ou talvez alguém fez isso por você, either way, você sentirá falta.
Eu me perdi em minhas idéias porque estou sentindo falta. desculpe. Não vou continuar.
por Larissa * 7:02 AM
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[Sábado, Junho 18, 2005]
%%%Bon Jovi - Always
Pois é.
Espero que. . . na verdade eu não sei o que esperar.
Eu já estudei sobre estas coisas que eu escrevo: são posts tão criptografados e cheios de artifícios e ausencia de palavras explicativas que não faz sentido para quem lê (e para quem faria, não lê).
ansiosa para o concurso amanhã.
etimologicamente triste
conotativamente idiota (talvez até denotativamente).
---> ganhei 1 livro de dia dos namorados: Tratado Sobre a Tolerância, de Voltaire. Não precisa nem dizer q eu amei né?
sem mais. to triste a angustiada, e tudo o q tiver aí nesta prateleira mais o que tiver dentro daquela jarra cinza ali.
por Larissa * 9:47 PM
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[Quinta-feira, Junho 09, 2005]
Dia dos Namorados. . .
%%%Barão Vermelho - Vem comigo
Hmm, tá chegando o dia dos namorados e o que é que a maioria das mocinhas fazem? Começam a fantasiar, a pensar que vão ganhar AQUELE presente incrível, sair 'praquele' lugar especial, tomar um vinho ou uma champanhe, ser elogiada por estar especialmente bonita naquele dia, ganhar um presente que deixe você de boca aberta por ele ter acertado JUSTAMENTE o teu gosto, andar de mãos dadas pela praia, voltar pra casa, jantar e dormir feliz. As que não tem namorado pensam que "é só mais uma data capitalista que não significa nada. . . . ." Tá, pode até ser, mas, você não ficaria nem um pinguinho triste se você tivesse namorado e o mesmo não te desse nem uma flor no dia? Duvido que a resposta seja não.
O dia dos namorados é um dos meus dias favoritos. Na verdade eu prefiro o dia de são Valentin, que é o dia do amor, mas, como não se comemora aqui, fico com odia dos namorados mesmo. Adoro presentear, fazer coisinhas fofas, estas coisas. Sim, eu sei, "estas coisas se faz todos os dias e não por obrigação de ter. . .". Pode até ser, mas, por exemplo, no dia do teu aniversário você não gosta de ser tratado com um pouco mais de carinho? No dia em que você e seu namorado/a completam mês/ ano/.. você não gosta de trocar um carinho a mais? Se a resposta for não, parabéns! Você nunca assistiu televisão ou filmes na sua vida e não é mais uma vítima de Hollywood.
Se eu sou uma vítima do cinema? Claro! Eu sou a mocinha mais romântica que eu conheço, daquelas que adoraria ter uma varanda só pra receber uma serenata de amor e que se derrete quando o namorado canta uma música que lembre a história dos dois ou algo assim. Que acredita em amor eterno e pensa em casar (tudo bem que não do jeito convencional, mas, uma cerimônia linda, do jeito que eu quiser). Sou uma romântica sem remédio. Às vezes é muito triste ser assim; é muito mais fácil quebrar a cara quando se espera tanto do mundo. Às vezes não tem coisa melhor, e o sorriso que vem no rosto é de satisfação plena. Quem me vê garante que eu odeio frufrus e coisas assim, pois eu sou o dengo personificado. . .. uuhuhAHUhuahuhuA
VOLTANDO AO DIA DOS NAMORADOS. . .
%%%Jane Siberry - It can't rain all the time
Nossa como eu sou bobinha. Fico até com vergonha.
O que é que eu vou fazer no domingo?
Eu vou curtir meu namorado o máximo possível e beijar muito muito muito. Vou ignorar os comentários maldosos e as tentativas frustradas das pessoas de estragarem o meu relacionamento. Vou presentear o meu amor atrasado porque não vai chegar a tempo o que eu pedi pra ele (droga de internet, sempre é assim ¬¬), e sabe lá o que mais. Espero ter surpresas agradáveis. =)
%%%Sixpense None the Richer - Kiss me
UFAL.
Bem, fora as provas e provas e provas, está tudo bem, eu acho. Ontem eu resolvi romper relações com todos da sala; eu já não falava com muita gente mesmo. Por que esta revolta? Bem, eu não vejo propósito em estar tentando ser amiga de pessoas que ou são bestas demais ou são desinteressadas demais. Já não faz mais sentido para mim ficar tentando socializar, e ser atuante e isso e aquilo; pfff, tenho mais o que fazer. Vou é estudar, que amanhã tenho prova de Teoria da Literatura sobre Platão e Aristóteles.
É isso, até a próxima.
por Larissa * 7:46 PM
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[Segunda-feira, Maio 02, 2005]
Não haverá pt 3 de "Cotidiano". Por que? Porque eu perdi a inspiração. . . perdi o saco. . . Contudo, estou trabalhando em outra crônica, talvez um pedaço do "Ode à Loucura".
--------> Para aqueles que estavam esperando o fim da crônica (Jade, Nini, etc), o James ia para a apresentação da Sophie, e a Debra era professora dela, mas, ele não sabia, aí ele daria de cara com as duas, não saberia o que fazer. A Debra ia ficar chocada também, e Sophie não ia entender nada. James ia acabar com Sophie para ficar com Debra, e quando fosse se entregar de vez para ela, ela iria dizer que não queria mais nada com ele. Sophie ia ficar com Danielle, não ia sofrer nem um pouco. Debra, por ter mais experiencia nestas coisas ia ficar bem sozinha, e James (que era o verdadeiro carente e nãos abia ficar sozinha) se arromba tentando viver sem uma nem a outra. FIM
=)
por Larissa * 2:40 PM
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[Quarta-feira, Abril 20, 2005]
Aqueles dias . . .
Sabe quando você está tão emotiva que um episódio repetido de Dawson's Creek te faz chorar? (por sinal, no fim deste eisódio toca a música "The blower's daughter" - episódio antigo que a Jen descore que a vó dela tem cancer de mama).
Quando você não pode ouvir música porque sabe que o mínimo tom de tristeza na voz do cantor irá fazer você se sentir mais miserável ainda?
Pronto. . . Eu hoje faço 5 meses de namoro e também estou no 3o ou 4o dia da minha TPM.
Saco né?.
por Larissa * 4:25 PM
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[Domingo, Abril 10, 2005]
%%The Gathering - In power we Entrust The Love Advocated
"I am disabled by fears concerning which course to take"
"apatia"
do Lat. apthia + Gr. apátheia
s. f., insensibilidade;
indiferença;
impassibilidade;
inércia;
marasmo.
"angústia" ou "receio"
do Lat. angustia
s. f., estreiteza;
aperto;
limitação de espaço;
opressão;
aflição;
desgosto;
tribulação;
agonia.
"receio"
de recear
s. m., temor;
hesitação ou incerteza acompanhada de terror;
apreensão.
---> Como eu estou?
3a parte da história esta semana. . .
por Larissa * 10:35 PM
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[Quinta-feira, Abril 07, 2005]
--->Descupas ao Lucaz pelo bolo. . . cara eu até botei o alarme, mas. .. eu não consegui levantar! Sorry man. . .. outro dia eu apareço lá pra gente bater um papo e fumar uns cigarros. .. hohohoho besous. . .
%%Aerosmith - Love me 2 Times (Doors Cover)
Agora sim vai a 2a parte da crônica, para não deixar a Jadenga esperando tanto. . . . hohohohohoh amu amu =* Por sinal, esta 2a parte é dedicada a ela.
Acho que vou tirar o piercing do nariz. . . depois de 1 ano de piercing ele está doendo. . . Quando toco no meu nariz e principalmente quando vou beijar meu namorado ele dói muito. Talvez eu tome uns anti-inflamatórios antes de tirar; ele é tão bonitinho ^.^
%%Aerosmith - Cryin'
Cotidiano Pt 2
No caminho para o trabalho, Debra lembrou que não havia comido nada, e não comeria até o almoço; parou no primeiro café que viu e pediu um expresso duplo para viagem. Enquanto esperava, olhava pela janela sem muita esperança observando as flores da primavera. A cidade estava vestida de um colorido particular daquela época, a ela parecia que os passantes sorriam mais na primavera do que no verão. "No verão as pessoas fazem cara de abafado e de agonia. . . na primavera sorriem e passeiam alegremente como se não houvessem crianças morrendo de fome. Odeio a todos. Odeio até os famintos pois me fazem ser chata e ranzinza com os que passam felizes. Humpf". Tinha o semblante perturbado e ausente, ela teve a impressão de ouvir alguém a chamando mas nem se atreveu a virar para assegurar-se.
"aqui está."
"obrigada. Fique com o troco."
"erm, não tem troco aqui, sra. Na verdade, faltam 80¢."
"hã? oh, me desculpe. .. me distraí e peguei a cédula errada."
*risos do atendente*
Ela saía um tanto quanto envergonhada, mas, isso não lhe tomou muito tempo. Entrou no carro e foi tomando seu expresso sem pressa.
Ouvia a distância os barulhentos adolescentes do colégio onde trabalhava. Sentiu um frio na espinha e sabia que hoje não seria um dia excelente, e que talvez fosse um pouco cruel com seus alunos. Estacionou o carro e um rapaz aproximou-se.
"bom dia, sra Brewster."
"srta. SRTA"
"desculpe. Srta. Bom dia Srta Brewster!"
"bom dia, Ralf." respondeu com um ar de que não estava nem perto de um bom dia.
"Aconteceu alguma coisa?"
"Ralf, mesmo que tivesse acontecido, não crio que me abriria com você" e acelerou o passo colégio adentro. Ralf olhava sem entender o porquê daquela agressividade de sua professora favorita, mas, preferiu deixar para lá e ir para sua aula.
Quando Debra entrou na sala, viu uma chamada não atendida em seu celular e, sem olhar quem era, desligou o aparelho.
"Bom dia, classe. Hoje continuaremos com a discussão sobre os impactos da "corrida pelo poder" dos Estados Unidos. Dividam a sala em dois grandes grupos denovo, de preferencia as mesmas pessoas nos grupos. Louis, se não me falha a memória você tinha a palavra. . ."
*********
"Vamos Danny. .. vamos termina chegando atrasadas."
"Tô indo, tô indo. Adeus Sra McAlleister"
"Tchau mãe."
Sophie fechou a porta e ajeitou sua maquiagem no espelho do carro da sua mãe. Estava triste por ter batido o carro e ter que ir andando para o colégio. Dannelle sorriu e começou a andar.
"Você decorou as suas falas direitinho para hoje, Soph?"
"tudo decoradinho. E você, já decorou a coreografia?"
"Claro. Há 2 semanas que eu já sei."
"quem bom, espero que dê tudo certo. Eita, por falar em certo, esqueci de lembrar a James que a apresentação é hoje" Disse Sophie pegando o celular da bolsa."Alô? James? Tá lembrado da minha apresentação hoje a tarde, né? Claro que é importante!! Okey, okey, lá no colégio mesmo, no teatro. Tá; você quem sabe. Até."
"e aí? Ele vai?"
"Não sabe."
"Melhor. . ."
"É." Disse Sophie com um certo amargor. No fundo ela queria que James se fizesse presente denovo na sua vida.
As duas chegaram atrasadas e foram correndo para a sala, a professora já havia começado a aula.
Todos olhavam para elas, mesmo que a aula continuasse. Sophie já havia sido suspensa por beber na escola e Danielle, todos sabiam, tinha um irmão traficante. Sorriam sempre, estavam sempre juntas. Achavam até engraçado toda aquela atenção e inveja por serem sempre o centro das atenções em tudo. Já estavam no último ano do colégio e não tinham mais nada a fazer. Sophie iria para a universidade de S. onde faria cinema e teatro, enquanto Danielle iria para O. fazer dança. Não era uma universidade, mas, estaria fazendo o que gostava e as duas estariam na mesma cidade.
"O que você acha, Sophie?"
"Eu? Eu acho que. . . Eu acho que eu tenho que encontrar o resto do grupo para ensaiar uma última vez a peça de hoje a tarde. Até mais." E dizendo isso saiu da sala, em seguida Danielle aparece.
"É. . . vou ensaiar a coreografia também. até a hora do almoço?"
"Até Cherrie."
*********
James chega em sua sala afobado e senta numa carteira dos fundos, não era a que ele normalmente ocupava, mas, servia. Estava com a cabeça nas nuvens e ainda vestia a roupa do dia anterior. O professor falava e falava e suas palavras não se propagavam até os ouvidos de James; estava embasbacado coma noite que havia passado. Sentia que era ela que ele queria: era Debra, a mulher madura, inteligente, séria, centrada e independente. Desde aquela manhã sabia que não havia mais vínculo algum com Sophie; que esta já era passado e que tinha que acabar com esta charada o mais cedo possível.
Seus pensamentos foram interrompidos por uma música: era seu celular. Saiu da sala discretamente e atendeu meio sem vontade; sabia que era Sophie.
"Alô? Sim. Que apresentação? Sei. . . É importante isso? Hmm, bem, nãos ei como estão meus horários hoje na universidade, talvez eu tenha que apresentar um trabalho. . . Onde vai ser? Bem, pode ser que eu apareça, nada certo, mas, quem sabe né? Qualquer coisa eu ligo. Tchau." Olhou para os lados, sorriu.
"Talvez eu vá para esta apresentação. . . depois a levarei para jantar e aí converso com ela. A não ser que aquela amiga inseparável venha junto mesmo que eu não a convide. Ela não gosta de mim. Se ela não gosta de mim por que diabos vive se convidando para sair comigo e Sophie. Oras!". Voltou para sua sala sem vontade alguma de assistir a aula. Pegou suas coisas e foi para a praça. Precisava organizar suas idéias para encurralar Sophie, para que ela não tivesse como abrir seus grandes olhos e fazer com que ele esquecesse de todo seu plano.
por Larissa * 4:43 PM
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[Terça-feira, Abril 05, 2005]
Cotidiano II
**Em construção** (depois eu edito isto. . . foi só p/ uma alteração no template.)
por Larissa * 12:29 PM
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[Domingo, Abril 03, 2005]
O elemento Morrison. . .
***
Cotidiano
"Bom Dia".
Ecoou no quarto quase vazio de um apartamento no subúbio da cidade de F. Ela olhou para cima e James sorriu.
"Já vai?"
"Sim."
Ela bocejou e virou para o lado. "Você poderia ficar mais um pouco."
"Se pudesse, sabes que ficaria."
Não. Não sabia. Ele abotoou a camisa, lhe beijou a fronte e saiu, deixando Debra com seus pensamentos vazios. "O que será que ele quer comigo, afinal?" Ela levantou e esfregou os olhos. Viu no espelho uma mulher de 30 anos. 29, afinal ainda faltavam 3 dias para o seu aniversário. "Aniversários só servem para diminuir a sua auto estima depois dos 20.". Voltou para a cama e resolveu que nauqele dia não iria trabalhar. Naquele dia não iria sair para jantar. Naquele dia ela ficaria em casa, sozinha, dedicando-se um pouco mais a si própria; sua samambaia estava quase morta por falta de água, e aquela já era a 5a planta que entrava lá. Seus pensamentos foram interrompidos pelo telefone.
"alô?"
"Sra Brewster?"
"É ela. O Que deseja?"
*click*
"Porra! Além de me chamar de senhora desliga na minha cara!" Ela fumaçava de raiva enquanto ia para o chuveiro; adeus a dedicação e a água da samambaia. Mecanicamente ela fazia os caminhos do seu dia a dia, algo que conscientemente condenava. Procurou sua roupa e se vestiu da mesma forma, com a mesma demora na abotoadura do sutiã e a dificultade de subir a saia por seus quadris. Olhou-se no espelho, maquiou os grandes olhos verdes e prendeu seus cachos ruivo-louros. Seus sapataos a apertavam, mas seu ordenado ainda não saira, portanto aqueles haviam de servir.
Ligou o carro. Pensava furiosa, "acho que estou na TPM. TENHO que estar! Que ódio!!! É até bom que seja TPM; tenho que aproveitar os últimos anos que eu menstruarei e poderei ter um filho. Um filho. . . queria ter um filho. Não com James. . . Com alguém responsável, de quem eu goste de verdade.". Parou no sinal, olhou para a rua sem pensar em nada em particular quando o pensamento da cama tomou conta do vazio denovo. "É mesmo. O que será que ele quer comigo? Uma criança! Um filho. . . 9 anos mais novo que eu... É, deve ser o sexo, ou o fato de ser muito 'legal' mostrar aos amigos uma mulher mais velha. Não, não saímos com os amigos dele, então não é isso. Hmm... é o sexo. Afinal, o que é que uma professora de história de ensino médio tem que uma garota de 17 anos não tenha? Experiencia sexual. . . E idade. . . Como eu queria ter 17 anos denovo. . . hmm, se bem que hoje em dia eu acho que as meninas de 17 anos sabem mais do que eu tudo disso. . ." *Bipbeeep*. Acordou do seu devaneio e tomou seu rumo denovo, esuqecendo tudo aquilo que havia pensado.
***************
Ele desceu as escadas do apartamento sorrindo. "Pena que não possa ficar mais. Gostaria de tomar café com ela de vez em quando; é uma boa companhia.". James era feliz ao lado dela, embora às vezes achasse que ela merecia mais, quem sabe alguém com o mesmo nível intelectual dela. "Quando ela fala, n/ao existe mais ninguém na sala; quase que majestosamente ela gesticula, mede, pronuncia sua palavras que soam tão perfeitas. Tão diferente de Sophie. . ." Ele sorria denovo. Quem o visse naquele instante saberia que ele estava apaixonado. "Por que eu não consigo passar esta felicidade que eu sinto para ela? Acho que eu tenho medo de não ser erudito o suficiente, ou perfeito, ou eloquente o suficiente para os ouvidos dela, e então prefiro não dizer nada: mas queria!! Como queria!"
O metrô chegava e ele subiu sem olhar para onde ele ia. Olhou para o relógio da catedral e acordou do seu devaneio. "8:00!! Vou perder a 1a aula!". Desceu do metrô e foi correndo para o ponto de ônibus. "Droga, se não fosse aula de antropologia eu iria em casa trocar de roupa".
Estudava Jornalismo, primeiro ano, na universidade de J. Era um aluno aplicado, mas, não tanto. Conhecera Debra numa palestra na Universidade há 4 meses e desde então não conseguia sair do seu lado. Andava cada vez mais distante de Sofia, quase não a via mais; já não a desejava ou mesmo ouvia sua voz sem sentir repulsa. Queria acabar o namoro com ela mas, achava que aquilo seria o fim do mundo para ela, "afinal", pensava, "2 anos de namoro é muito tempo para se acabar assim da noite pro dia. E além do quê, o que Sophie faria se descobrisse que eu estou vendo alguém há tanto tempo?".
*********
"Shhhhh, não faz barulho."
"Não dá. . . tá muito bom!"
"Eu imagino, mas, se meus pais acordarem vai ficar péssimo para mim e para você. . ."
"ahhhhh"
"Bom Dia, Danielle."
"Bom dia? Excelente dia!! Começar assim. . . ai. . ." Danielle sorria como a criança que era. Deixou seu corpo leve cair pesadamente sobre a cama. "Se o James descobrir isso tudo. . . Se ele sonhar. . ."
"Danielle, não seja tola. James acha que eu sou uma santa! E outra, quem é que vai suspeitar da minha melhor amiga?" Ela sorriu maleficamente e trocou olhares com Danielle, que se assustou por um segundo mas retribuiu a olhada na mesma moeda. "Seu cabelo, querida" Disse Sophie ajeitando uma mecha do cabelo de Danielle que havia se soltado. "Você é linda" continuou, "me lembra Fionna Apple, só que bem mais gostosa". Elas riam.
"Danny" disse Sophie "vamos nos arrumar, já já é hora da aula e a gente ainda está aqui deitada." Ela concordou e começaram a vestir suas fardas.
"Soph, sua gravata. É uma bonequinha. . . ai ai. . ." E beijou-a com muito desejo. Sophia foi deslizando sua mão pela perna de Danielle quando alguém bateu na porta. "droga!"
"Já estamos nos arrumando, mãe. . ." e virando para Danielle disse "vamos, vamos. . . mais tarde a gente termina isso. . ."
Pegaram suas mochilas e foram rumo ao colégio.
por Larissa * 6:05 PM
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